Desenhista

O compasso risca o círculo
Sem compasso bate o coração
Amor é uma reta sem cálculo
Não traçada a uma só mão

Um ângulo messo com transferidor
Mas com o que se mede a dor
Apago linhas feitas sem precisão
Ouvindo meu choro vão

O amor que nasce é como pintura
Na tela envelhece e ganha fissuras
O tempo a envaidece e a faz mais encantadora

O amor não findo antes de se esboçar
Pode tornar forma, cor e molduras
Se os pintores assim desejar

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como são as coisas.

Canção do Assassino (por José Lyra)

Velho Amor