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A um amor que nunca tive

Não sou um vampiro Mais adoro a cor do sangue Não sou artista Mais adoro belas formas Não sou nenhum esquimó Mais adoro ver o branco Não sou garinpeiro Mais adoro o tom da esmeralda Não sou musico Mais adoro as doces notas Não sou jardineiro Mais adoro rosas Não sou carnivoro Mais adoro a carne Não sou um demônio Mais adoro o pecado Sobretudo o pecado da luxuria de te ter em meus braços O toque em sua carne macia e tremula A cor rosada de seus labios O doce som de sua linda voz O tom esmeralda de seus sinceros olhos A brancura de sua pele perfumada As belas e sinuosas fromas de seu corpo E o tom carmim de seus cabelos pelos quais me apaixonei me entreguei me atirei na perdição e só hoje me encontro esperando seu retorno...

Tão Certo...

Tão certo como a terra está abaixo do firmamento Como o sol, a lua e as estrelas nos guiam Como precisamos do ar que não vemos E o tempo passa a cada segundo e não voltará. Tão certo como as nuvens são feitas de água Como o sol brilha sobre as nuvens Como as nuvens descerão na forma de chuva E a chuva encherá os rios. Tão certo como a chuva que regará a plantação e crescerá o fruto Como o fruto que saciará o faminto trabalhador Como o trabalhador que semeará a semente do fruto que comeu E o homem colherá o que plantou. Tão certo como o homem escolherá o melhor campo Como o animal pastará no campo Como no campo a fera selvagem cassará E o pastor defenderá seu rebanho. Tão certo como o homem amará sua mulher Como a mãe dará o peito a seu recém nascido Como o pai se lançará aos lobos pela vida de seu filho E o homem nasce para um dia morrer. Tão certo que falo e tu me ouves Como seus olhos me vêem de joelhos Como sinto seu toque em minhas costas E sinto seu per...

Pequeno Anjo

Formoso é seu rosto    Belo e doce o seu falar Sinuoso seu corpo E diferente o seu olhar.    Sua aparência é angelical Seu dever semear Seu amor sem igual Seu valor sem par. Cheia de juventude é seu nome Cheia de graça e virtude De sua missão não foge E ao aflito sempre acude. Lutaras até o fim da guerra Na guarda da mais forte cidade Terás por herança essa terra Mesmo tendo pouca idade. Minha espada e escudo A ti ofertarei E sempre ao sei lado Certamente guerrearei.

Canção do Assassino (por José Lyra)

Assassino, assassino Trago a ti a foice da morte Destruindo seu destino E roubando a sua sorte No despertar da escuridão Virei e farei morrer O som da morte é minha canção Serei o ultimo que iras ver Morrer, opção que lhe darei Correr, não é opção Sua morte, presente que lhe farei Sua morte, é minha visão Sinto cheiro de sangue fresco É tão forte que quase sinto o gosto Os detalhes do corte parecem um afresco Carmim e grosso é o sangue que parece com o mosto Correr não aumentara seu tempo Chegarei como uma brisa Não importa a direção do vento Arrancarei toda a sua vida Assassino, assassino Essa tempestade não tem abonança Dê adeus ao seu destino Não há mais esperança

Scarlett

O outono se vai e vem o inverno Vejo meu amado no horizonte O meu passado eu enterro Corro feliz até a ponte De seu cavalo ele desce Ao seu encontro vou contente E em seus olhos o desejo cresce E me recebe com um beijo ardente Meu coração é só alegria A morte o irá flechar Minha sorte fica à revelia E meu amado se põe a chorar Mais nosso amor é grande, é eterno Por mil anos poderá suportar E mesmo que por um grande sono seja pego A com meu cheiro irá acordar

O que devo esperar?

O que esperar da vida? Violência, dor e angustia. O que esperar dos homens? Ódio, vingança e rancor. O que esperar da guerra? Sangue, Cicatrizes e morte. O que esperar da justiça? Condenação, punição e execução. Não há nada de bom a ser esperado. Não tem o porque esperar receber algo de bom de alguém que nem conhece. Sua recompensa por ser bom é a maldade alheia. A retribuição que terá no final e uma morte lenta. Não há uma luz no fim do túnel. Não há esperança de um dia melhor. Serei seu juiz hoje e sempre. Acredite eu não sou um amigo seu. Que as trevas lhe cerquem. Que a sorte o abandone. Que se vá a esperança. Que a morte lhe alcance.

A pena do anjo.

Hoje Deus me deu livramento Na frente de minha condução um caminhão apareceu Um anjo mandou descer do firmamento E de sua asa uma branca pena se desprendeu Se postou atrás de um caminhão Do qual o ônibus em que eu estava ia em direção Abriu as asas e estendeu a mão E com destreza mudou a direção Na calçada o ônibus subiu Entre o caminhão e um murro se postou De um grande alivio Deus me supriu E nenhum arranhão o ônibus levou Muitas coisas ruins poderiam acontecer Mais Deus de todas elas me livrou Membros quebrados, machucados e quem sabe morte Mais Deus mudou a minha sorte E a pena que da asa se desprendeu Flutuando pelo céu desceu Na frente de meus olhos passou E no chão ali ficou.

Palavras ao vento, pensamentos escondidos.

As vazes penso em palavras que vão se perder As vazes penso em soluções que nunca serão utilizadas Me preocupo com coisas que não fazem o menor sentido E duvido da realidade a minha frente. Sim eu sei no que fazer pra estar mais perto de você Eu sei que sou meu pior inimigo Não quero mais fugir e me esconder no escuro Quero que a luz me atraia mais e mais. As vazes me sinto como uma mosca Que hoje está no lixo, mais é sempre atraída pela luz Só que dessa vez sei que a luz não vai me matar Mais é bem difícil não voltar ao lixo Falo pra ninguém ouvir, pois estou só Mais sei que tu me ouve mesmo assim Escondo pensamentos, pra ninguém saber Mais sabes de todas as coisas Quero me achegar a luz Me aquecer ao fogo Sentir sua mão a me abraçar E saber que nunca estarei só